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Marte e Vida Fora da Terra

Os primeiros astronautas que chegarem a Marte não vão ver imediatamente aquilo que eles mais vão precisar: água. Eles terão que navegar em busca de regiões montanhosas e localizar marcas escuras, que parecem restos de uma enxurrada. A água em Marte não é cristalina, como na Terra. É uma salmoura misturada a elementos químicos como o magnésio e o sódio. Mas essa água extremamente salgada tem vantagens: não congela facilmente. Mesmo a -20°C, continua fluindo. Isso faz uma enorme diferença no verão marciano, quando os termômetros atingem essa temperatura e o líquido desce pelos córregos estreitos. No inverno, os riachos escuros desaparecem. A confirmação de que que a salmoura existe muda muita coisa. Torna uma missão a Marte mais viável, porque água potável e combustível para os foguetes poderiam ser extraídos da salmoura. A descoberta também abre mais a porta para a possibilidade de existir vida no planeta vermelho – mesmo a nível apenas de micróbios. E a forma como a água existe hoje em Marte, serve de exemplo também para a consequência catastrófica de mudanças climáticas. Bilhões de anos atrás, Marte tinha rios, lagos, um enorme oceano e uma atmosfera protetora, como a da Terra. Os cientistas não sabem porque tudo isso desapareceu e o planeta virou um deserto gelado. Mas a existência da água em estado líquido pode ajudar a entender o que aconteceu com o clima marciano. Existe vida em Marte? Essa e outras questões serão debatidas com nosso convidado, o professor de Geociências e astrônomo Paulo Araujo Duarte, que durante décadas lecionou na UFSC e foi coordenador do Planetário.

 

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