Mosaicos

Crenças

Se não tivéssemos crença, o que nos aconteceria? Não teríamos muito medo do que pudesse acontecer? Se não tivéssemos nenhum padrão de ação, baseado em uma ideia de Deus, ou de comunismo, ou de socialismo, ou de imperialismo, ou em algum tipo de fórmula religiosa, algum dogma em que estivéssemos condicionados nos sentiríamos completamente perdidos, não é? E a aceitação de uma crença não é o esconderijo desse medo, o medo de, realmente, nada ser, de estar vazio? Afinal, uma xícara só é útil quando está vazia; e uma mente que está cheia de crenças, dogmas, afirmações, citações, é, realmente, uma mente não criativa; ela é apenas uma mente repetitiva. Para fugir desse medo, esse medo do vazio, esse medo da solidão, da estagnação, de não conseguir, não ter sucesso, não chegar, não ser alguma coisa, não se tornar alguma coisa é certamente uma das razões por que aceitamos crenças tão ávida e sofregamente? E, através da crença, compreendemos a nós mesmos? Ao contrário. Uma crença, religiosa ou política, obviamente impede a compreensão de nós mesmos. Ela atua como uma tela através da qual nos olhamos. E podemos nos olhar sem crenças? Se removemos tais crenças, as muitas crenças que a pessoa tem, há alguma coisa mais para olhar? Se não temos crenças com as quais a mente se identifica, então a mente, sem identificação, é capaz de olhar para si mesma como ela é; e então, certamente há o início da compreensão de si mesmo. O parapsicólogo César Antonio Grisa é nosso convidado.

 

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