Mosaicos

A Essência da Mudança

Que a mudança é a única coisa permanente, todos já sabemos bem. Também sabemos que não dá para controlar a mudança, gerenciá-la, conduzi-la, manipulá-la, defini-la ou qualquer de nossas tentativas de tomar posse do processo da vida. Tudo flui e a realidade vai se descortinando em novos cenários que nem sonhávamos em encontrar. Não dá para antecipar o que desconhecemos. As circunstâncias se apresentam de um jeito inédito, inesperado e singular, que nossa imaginação, por mais prodigiosa que seja, é incapaz de predizer. Mesmo sabendo de tudo isso, temos a tendência a desejar, às vezes até ardentemente, que “determinada coisa” aconteça, mesmo que seja uma opção no limite de nossa ignorância. Desejamos aquilo que conhecemos, que é super limitado, porém julgamos que o que queremos é o melhor dos mundos. Quando o que almejamos não acontece, tendemos a considerar aquilo que de fato ocorreu como um erro, algo que não foi desejado, nem esperado, nem antecipado e, portanto, incorreto. De onde tiramos essa ideia? Nossa convidada, a filosofa e escritora Dulce Magalhães nos responde.

 

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